
Aline
Se nos anos 1980 os quadrinhos nacionais tinham a genial personagem de Angeli – Rê Bordosa – e a maravilhosa Radical Chic, o novo milênio presenteou-nos com a fantástica Aline (ok, ela chegou ainda no milênio passado – 1996 – mas o que são 4 anos em mil…).Adão Iturrusgari captou com grande maestria a alma da mulher livre dos tempos atuais. Aline está no auge de sua juventude. Esbanja desejo e potência; dobra tudo e todos aos seus anseios e sofre as neuroses contemporâneas. Aline não é imoral como a antecessora Rê, de Angeli, nem vive a angustiante dicotomia entre ser radical e chique. Ela é simplesmente Aline. Quase amoral, como versam as mulheres pós-modernas.
Hoje a rede globo exibirá um especial sobre ela, vale muito à pena conferir ;-)!
Como surgiu a Aline? Qual de seus dois namorados (Otto e Pedro) surgiu primeiro? Como foram morar juntos e se apaixonar? Quem seduziu quem? Quem passou a mão em quem? Otto e Pedro também se relam? A resposta para estas e outras perguntas está no livro "Aline, Era Uma Vez".
Sobre o autor
Em 1991, editou a revista Dundum e, logo depois, viajou para Paris. Na França, publicou alguns trabalhos nas revistas Chacal Puant e Flag. Em 1993, voltou ao Brasil e se mudou para São Paulo. Foi Redator de programas humorísticos da TV, como TV Colosso e Casseta & Planeta, e editou a revista Big Bang Bang. Em 1994, tornou-se o quarto integrante de "Los Tres Amigos", de Angeli, Laerte e Glauco. Publicou seus trabalhos em diversas revistas brasileiras, como Chiclete com Banana, Bundas, Veja, General, Vírus...
Atualmente, Adão publica sua tira diária "Aline" no Jornal Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Tribuna do Norte (em Natal), Diário de Pernambuco e Correio da Manhã (em Portugal). Também publica na revista Caros Amigos e Capricho. Já recebeu diversos prêmios e seus álbuns de quadrinhos são editados pela Devir Livraria e distribuídos no Brasil e em Portugal. Hoje em dia, ele mora no Rio de Janeiro e afirma que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não faz histórias de sexo e drogas para chocar as pessoas. Afinal de contas, segundo suas próprias palavras, "Quem choca é galinha."
“Aline” vai à TV em versão para a “família brasileira”
Aline está deitada no divã. O analista se aproxima para perguntar: “Qual é a sua média de sexo atualmente?”. Ela diz: “Três vezes por semana”. “É uma média normal”, afirma o analista. Ela continua: “Três vezes por semana com o Otto. Três vezes por semana com o Pedro. Três vezes por semana com os dois”.
A relação de Aline com o sexo, entretanto, termina aí. Ela não dará sequer um beijo na boca no especial da Globo, que vai ao ar no dia 30. Inspirado na tirinha “Aline”, do quadrinista da Folha Adão Iturrusgarai, o programa homônimo da emissora será uma versão, digamos, careta da libertina personagem das tiras -ou, como classifica o diretor Maurício Farias, para “todas as famílias brasileiras”.
“Não queremos fazer uma Aline mais careta. Queremos uma Aline engraçada, irreverente. O fato de não ter um beijo me parece coerente com essa irreverência”, avalia o diretor. Se, nas tirinhas, Aline circula nua entre os dois namorados Otto e Pedro, na televisão, vivida por Maria Flor, ela aparecerá vez ou outra na cama com os rapazes (Bernardo Marinho será Otto; Pedro Neschling fará Pedro), mas sempre no “antes e depois”, devidamente coberta, “sem ser agressivo ou sexualmente explícito”.
“Há uma influência evidente dos quadrinhos no especial, mas estamos trabalhando dentro de um universo mais realista, com um humor mais delicado”, diz Farias. “Existem coisas que numa tira são hilárias como, por exemplo, um sujeito dar uma surra noutro com um bastão de beisebol. Isso num especial de TV não é nada engraçado.”
Fiel ao “espírito”
Os atores concordam. “A gente é fiel ao espírito”, afirma Bernardo Marinho, 20. “Mas não pode ter nu, bunda e maconha o tempo inteiro.” Para Maria Flor, 25, a nudez e as cenas de sexo do desenho ganham um “ar cômico” porque são “estáticas”. “Em movimento, na televisão, não ia ter essa comédia.” O mais velho dos três atores, Pedro Neschling, 26, avisa: “Quem espera uma chatice vai se decepcionar”. A Aline da Globo não é “uma devoradora de homens com dois garanhões”. “Se fosse fazer a Aline [idêntica à das tirinhas], seria um pornô para o [canal] Sexy Hot”, diz Neschling.
Todo gravado em São Paulo, o especial usou como locações o parque Ibirapuera, um apartamento apertado, além do salão de festas e do terraço do edifício Planalto, no centro da cidade, onde os três protagonistas imitam os passos da coreografia que aparece em “Bande à Part” (1964), de Godard. O filme foi um dos recomendados pelo diretor aos atores como preparação para os papéis: “Maria, Pedro e Bernardo são ótimos atores, mas são jovens”, diz Farias. Clássicos como “Uma Mulher é uma Mulher” (1961), também de Godard, “Jules e Jim” (1962), de Truffaut, foram vistos pelo elenco, além de longas mais recentes, como “Os Sonhadores” (2003), de Bertolucci.
“Minha Aline vai pelo caminho de Jeanne Moreau [protagonista de "Jules e Jim']“, avalia Maria Flor. “Ela é mais louquinha, intensa, livre.” Já o Otto criado por Marinho é “sensível e intelectualizado”, enquanto Pedro, segundo Neschling, é “um cara que vende o almoço pra pagar a janta”. Para os fãs das tirinhas, aliás, ainda é preciso lembrar outra diferença: a minissaia preta e a camiseta azul da Aline dos desenhos passaram longe do figurino de Maria Flor. Na TV, Aline, que não beija na boca, usará salto alto, vez ou outra, meia arrastão e microvestidos fashion.
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ALINE
Quando: 30 de dezembro, depois de “A Favorita”
Onde: TV Globo
Classificação: não informada
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2112200814.htm
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Eu sou fã de Adão Iturrusgarai, acho ele simplesmente genial! E a Aline é ultra simpática! Só espero que essa adaptação não fique sem graça, aliás, acho que não vai nem ser uma adaptação, vai ser um "baseado em", hehehhehe! Mas vamos ver...
ResponderExcluirBjusss........